Já ouvi diversos relatos de experiencias com Homeschooling que deram certo, diga-se de passagem, muito certo. Só há um pequeno, grande problema: essa modalidade de ensino não é regulamentada no Brasil, e há algumas leis que causam instabilidade jurídica para os pais, que podem ser indiciados por "abandono intelectual" pelo fato das crianças não estarem matriculadas em uma rede de ensino regular. No entanto já há pareceres que nos dão respaldo, como esse.
Diante disso estamos bem inclinados a realizar a instrução da Ísis em casa. Ela só irá para a escola aos 4 anos se quiser, mas se não optar pela escola nossa proposta é manter a Educação Domiciliar.
Alguma pessoas nos questionam quanto ao convívio social. Não discordo em momento algum, que a convivência com outras crianças é essencial para o desenvolvimento do caráter e da personalidade da minha pequena. E para garantir isso, ela brincará com outras crianças, participará de outras aulas extracurriculares, além de um esporte.
A escola não é o único lugar onde há interação social. Para falar a verdade o primeiro convívio pode sim ser no ambiente educacional, mas os laços de amizade são construídos, na maioria das vezes, fora da escola.
Tive a sorte de ter professores formidáveis, os quais devo muito do que sou, alguns são grandes amigos até hoje, no entanto no meu caminho, também conheci professores que deixaram marcas bem negativas, de autoritarismo e alguns até de descaso com a educação.
De certa forma não os culpo, afinal o sistema educacional no Brasil é algo totalmente falido. Um professor, mal pago, com uma turma enorme, muitas das vezes com alunos sem interesse nenhum para aprender, e o pior um professor sem qualquer autoridade,os alunos possuem todo poder nas mão. Sendo assim, impossível realizar um trabalho bem feito.
Vejo relatos de amigos professores desesperados, pois não conseguem ter domínio em uma sala de aula. Alunos os agridem. E essa é uma realidade recorrente tanto no meio publico como no particular.
Quero que minha filha aprenda de verdade, e o mais importante, ame o saber. Não quero que ela deteste a matemática, a física e a química porque não consegue entender. Quero que o aprendizado seja antes de tudo um amor, um objetivo por si só. E que o ritmo respeite sua capacidade, suas dificuldades e facilidades.
Cabe a cada um saber o que é melhor para seu filho. Ainda acredito e creio que isso é bem claro, que a família é maior do que o Estado. Que os maiores responsáveis pela formação de nossas crianças são os pais. Ou assim deveriam ser.
Escolhi dedicar-me a formação da minha pequena, a ensiná-la, a encantá-la com o mundo do saber. Não quero um gênio, um super prodígio, quero uma pessoa feliz integralmente, que possa fazer escolhas conscientes e que faça diferença no meio em que vive.
Deixo aqui alguns links super interessantes sobre a educação fora dos muros da escola. Espero que apreciem.
Experiencia de um menino de 13 anos que não frequenta a escola
Parecer de um Ministro do STJ sobre Homeschooling
Site da Associação Nacional de Educação Domiciliar
"Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a." Goethe

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